Monday, July 07, 2008

FOLO FASU?!

FOLO FASU?! - OS FALSOS SÃO-TOMENSES?!

O problema que actualmente foca a identidade dos políticos são-tomenses e milhares de africanos como cidadãos que repartem as suas teorias ideológicas (se é que se pode afirmar que têm alguma) com as dos europeus e norte-americanos tem comprometido em certa medida os desígnios das Nações africanas, em particular a são-tomense.

O que se verifica é que não são a maioria dos são-tomenses que vão se transformando em estrangeiros e gerindo instituições governamentais e se inserindo na Assembleia Nacional como cidadãos representativos do nosso povo. A população carente e desesperada pelo emprego, pela a melhoria de condições salariais, educativas, sanitárias, etc., vai sendo excluída da participação nessa distribuição de riqueza, que é acumulada nas mãos dos políticos e ex-políticos em negócios obscuros. A elite são-tomense é que se safa do abismo em que colocam o povo e os pequenos mais desfavorecidos, que nem chegam a ter voz em coisa alguma, e que são fieis às leis decretadas pela elite impostora, à Pátria, não possuindo senão a sua nacionalidade de origem.

Pela constituição emprestada ao europeu e que está recheada de erros evidentes, apenas alguns desses cargos excluem a participação activa de elementos estrangeiros ou portadores de dupla ou mais nacionalidades. O caso de São Tomé e Príncipe é gravíssimo, porque com o despertar para o Petróleo, todos os que manipularam esquemas maquiavélicos contra o povo e arquitectaram o assalto ao poder são estrangeiros ou semi-são-tomenses (possuem para além da são-tomense uma ou mais nacionalidades europeias, e outras que se desconhece).

Muitos assuntos importantes que grassam a nossa sociedade não estão directamente relacionados com a portabilidade de nacionalidades estrangeiras, porque existem aqueles que foram autores de maior número de delapidações do património nacional e sempre tiveram uma única nacionalidade que é a são-tomense. Porém, é igualmente verdade que centenas dos que beneficiam de melhores posições sociais obtêm benefícios tanto do lado europeu (que funcionam como intermediários em processos de negociação com o Estado de S.T.P.), rubricando acordos que sustentam os seus interesses pessoais e que são criminosamente lesivos para o nosso povo, como do lado nacional como os mais altos representantes dos pobres e coitados “sem nome”.

Na atribuição de bolsas de estudo, de juntas médicas para o exterior e outras necessidades que fazem parte da política do Estado, o mérito não é usado como requisito há dezenas de anos (tudo funciona com o compadrio e negócios particulares dos detentores da pasta tutelar). A justiça social e política passa por manobras de embustes por parte de altos responsáveis do sector educativo, como a pessoa do director para a formação técnica e superior como da Sua Excelência Sr. (a) Ministro (a) de Educação, e os outros responsáveis ministeriais e governamentais que exigem troca de favores entre eles. Assim, os estudantes (e os doentes) que são eventualmente contemplados com esse “gesto” por parte do Estado partem à busca de uma saída para as suas vidas. No entanto, a partir daquele instante, passam a ser outra vez esquecidos e negligenciados por parte de autoridades competentes que justificam todo o tipo de inviabilidades e incumprimentos com a falta de verbas e o fraco orçamento para o sector.

Para lá do Atlântico, vão se formando jovens, senhores e senhoras que pretendem com as suas forças de vontade contribuir para um futuro melhor para os seus familiares, amigos e o povo, de uma maneira geral. Estes, porém, não sofrem qualquer mudança de comportamento comparados com os anteriores políticos corruptos que lhes ignoravam na diáspora. Ao regressarem, tornam-se os mesmos capachos e insensíveis quanto se poderia imaginar. Desta forma, vão recriando o ciclo vicioso, seguindo os mesmos passos talhados pelos seus anteriores “inimigos”.

O que é por vezes irónico é o facto de revermos aquilo que esses mesmos antigos estudantes endereçavam aos ministros e governos da altura. As suas “Cartas Abertas” à Sua Excelência Sr. Presidente da República, ao (à) Exmo. (a) Sr. (a) Primeiro (a)-Ministro (a), ao (à) Exmo. (a) Sr. (a) Ministro (a) de Educação de São Tomé e Príncipe, quando se encontravam em Cuba, no Brasil, na Ex-URSS, em Portugal, etc., etc. Não pode ser que após a aquisição de conhecimento e a obtenção do canudo passassem a ser tal e qual os ex-dirigentes políticos que por aí passaram! Se esses ex-estudantes eram bestiais, actualmente são bestas…

Há que se mudar as mentalidades retrógradas e optar-se por um rumo em direcção ao progresso social e não continuar-se a propagar revoltas, delinquências, rancores e frustrações entre os nossos jovens. Se existem estudantes que apresentam melhores resultados que outros, porque se esforçaram, então estão melhor qualificados para serem beneficiados com uma vaga num estabelecimento de ensino que os permitirá prosseguir os seus estudos ao nível superior. Seja em São Tomé e Príncipe ou no exterior, embora defenda que o investimento do Estado devesse incidir-se sobre formações realizadas localmente. Isto começa com a frequência nessas instituições públicas dos filhos de políticos e altos dirigentes da Nação, para que sirva de exemplo e dignifique aquilo por que tanto defendem nos seus programas eleitorais.

A orientação tendenciosa e preconceituosa da elite política para que os seus filhos se formem para o exterior tira todo o mérito ao trabalho que tentam desenvolver em prol do desenvolvimento do bem que serve a todos os são-tomenses. A não ser que esses sejam estrangeiros, portadores de outras nacionalidades que não se identifiquem como filhos da Pátria.

Os rumores que têm corrido na praça pública por causa de haver indivíduos que exercem actividades de carácter judicial, económica e financeira, em níveis destacados no nosso país, começam a por em causa a sua fidelidade para com os verdadeiros cidadãos são-tomenses, que não sendo filhos de estrangeiros nem portadores de outros rendimentos extra (fruto de direitos como cidadãos europeus) vão se submetendo aos embustes e promessas de melhoria de condições de vida, enquanto as suas vidas vão se deteriorando e se tornando insuportáveis de se viver. Os seus representantes políticos, pelo contrário, vão assumindo responsabilidades públicas acrescidas e ostentando bens luxuosos aos olhos de todos. Para não falar das contas que detêm em bancos estrangeiros (de países onde possuem a (s) outra (s) nacionalidade (s)) e empresas offshores.

A revolta dos pequenos já se faz sentir e o ponto de saturação pode culminar numa estabilidade político-social bastante melindrosa. A impunidade exagerada e agravante entre os altos responsáveis do nosso país propicia a formação de grupos de cidadãos com ideias e argumentos lógicos capazes de contrariar essa tendência selvagem de aniquilação do povo que se vai desvanecendo sem o pão e sem a saúde. A degradação tem sido sistemática e sem capacidade de recuperação, provocando levantamentos armados e sucessivas quedas de governos. Os falsos são-tomenses que são sobretudo os corruptos e criminosos políticos (incluindo seus comparsas mulatos e brancos – todos “semi-são-tomenses” - que dão golpes em dinheiros do povo negro) que não tendo sido condenados pelos seus actos, continuam prevaricando as leis que de nada lhes servem, apenas para combater alguns desgraçados ladrões de galinha.

Esses falsos são-tomenses, empoleirados em solo europeu com o fruto do roubo, levando uma vida indigente, são os autores de desvios de bens públicos que prejudicaram fortemente a população e que na diáspora vão difamando os negros e o bom-nome do nosso São Tomé e Príncipe e da rica África.

Os que forem realmente são-tomenses, africanos (não vagabundos e oportunistas assassinos dos negros seus "irmãos") concordarão comigo e defenderão a minha visão de sobrevivência, da protecção dos nossos valores culturais ou, ao invés, estarão contra mim e sendo traidores e terroristas quanto os milhares de falsos são-tomenses brancos, mulas e negros que representam S.T.P. que andam por aí.

Quem serão afinal os terroristas em São Tomé e Príncipe? Os elementos entre a população, os governantes (e ex-governantes) corruptos e as suas proles (também estrangeiros) que vagueiam por entre cidades europeias como cães rafeiros, os "são-tomenses fantoches" – sem raízes africanas, ou estrangeiros que se imiscuem nos nossos problemas de Estado?

Todos aqueles que se comportam como camaleões, como os que não definem as suas orientações sexuais, só podem ser prejudiciais para a política do nosso país. Porque quando terminam o saque e que são despedidos dos seus cargos em S.T.P., como fizeram muitos que se auto-proclamam cidadãos são-tomenses no exterior, sendo portadores de dupla nacionalidade (desertores) e carregados com impulsos recalcados latentes não drenados assimilados na sua pobre infância, transmitidos ao longo das suas vidas por seus progenitores labregos (malcriados, rústicos ou grosseiros) e fascistas, transportam consigo um ódio profundo contra os negros e desprezam infinitamente todo o elo de ligação com os negros africanos.

Pelo que se sabe, centenas deles viviam e ainda vão vivendo à custa dos dividendos de esquemas e negócios macabros que sugam a frágil economia política são-tomense. Na minha luta, confrontei muitos “ressabiados são-tomenses” com as minhas ideias e o choque foi brutal! Fui desafiado, tentaram usar golpes altos e baixos para me humilharem e acabaram por perder o seu rico tempo. Nem valeu mesmo a pena, se deram muito mal! Não existe nada que me demova das minhas convicções filosóficas estruturadas e coerentemente lógicas, construídas durante longos anos de contacto e reflexão sobre os problemas dos negros em África e em São Tomé e Príncipe, em particular.

A minha postura perante os infiéis, corruptos, desertores, em suma, traidores da Pátria é clara! Ajo de forma a contrariar essa tendência de injustiça social, corrupção venenosa, abuso de poder, e conduzo uma estratégia de pensamento para o negro não corrupto, instruído e, por isso, criei um espaço de promoção de valores e temas que interessam ao povo são-tomense (ainda em desenvolvimento).

Ao longo das minhas árduas investigações, pude tirar algumas ilações. Entre elas, as que mais se destacam são: os rebeldes que se desertaram da África, numa fuga cobarde, carregando consigo os pertences do povo negro (valores monetários que desviaram nos cofresdos Estados africanos) e um ódio infinito relativamente aos ícones identitários do homem negro. Consigo, esses BELZEBUS muniram-se de ferramentas ideológicas do regime neo-colonial, fascista e, até certo ponto, terrorista contra os negros africanos. Aliados ao seu outrora "inimigo" branco, converteram-se em bufos e nos maiores traidores da história da África. Jamais havia conhecido o carácter demolidor dos camaleões que nem pertenciam ao mundo dos negros nem ao dos brancos.

A África passou assim a ser motivo de chacota, por tudo e por nada e de diversas maneiras. O preconceito e o racismo propagados de forma feroz eram bombardeados por esses agentes infiéis por toda a parte por onde passavam e que lhes aparentassem transmitir-lhes uma paz nas suas almas assombradas. Estavam todos possuídos por espíritos malignos que lhes atingiu nessa fuga pérfida e criminosa. A imagem dos negros já corrompida pelos colonos brancos, que viviam abastados como reis em África, era reforçada com as desgraças fomentadas pelos sucessivos desequilíbrios e frequentes desproporcionalidades na distribuição de riquezas entre os negros, saindo beneficiados dos negócios macabros os brancos e os mulas, e por último os indigentes negros desertores. Quando se lhes apertam os "cojones" regressam ao território em que cuspiram, para sacarem o pouco que ainda resta para os "coitadinhos" dos irmãos negros carentes. A inveja latente que se pode observar nos seus olhares arregalados e nas suas acções violentas em época decaça me fazem lembrar a CORUJA.

Posso garantir-vos que a pior coisa que pode acontecer a uma família – a coisa mais importante e preciosa por que vale a pena LUTAR-, é ser traída por um dos seus próprios filhos! Muitos deles ingratos, ingénuos e estúpidos se fizeram à estrada, como órfãos demãe, mas que de pai – um incógnito – seu progenitor adúltero, mas de quem teriam muito a ganhar… rumaram à terra dos ex-invasores e chegados aí não tiveram como não se queixarem dos maus-tratos dos negros, seus inimigos, que os escorraçavam diariamente para que juntassem ao seu lado branco.

Para todos eles, as suas vidas tiveram uma salvação! Depois de educados sem preconceitos, com tudo do melhor que as suas mães negras lhes poderiam proporcionar, revoltaram-se como macacos ingratos e assumem-se vítimas de perseguições por parte de governantes negros que os querem fora de África. A sua maioria, com os bolsos cheios de pedras de diamante, furtados aos negros (chegando até a encomendar assassinatos em nome do bem material que ambicionava), e as contas bancárias bem recheadas, roga pragas aos negros, à sua mãe e à África.

Uma vez do outro lado da trincheira, esses trafulhas BELZEBUS dizem aos seus agora “amigos” europeus que não se importavam nada que se lhes lançassem umas pastilhas atómicas e que queimassem aquela droga toda… (A África e os seus donos…)

Não é muito normal ouvir-se isso, depois daquilo que o negro passa em nome dos mulas ou desses rebeldes negros! São esses que depois ao lado das suas amizades brancas, aconselham-nas a não pisar o continente negro. Contam-lhes barbaridades atrás de barbaridades, que até metem dó! A minha revolta para com esses labregos insanos é tanta que até faz tremer o inferno.

Nunca havia-me preocupado com o facto de mulas pertencerem mais o lado africano do que o europeu, mas com o tempo, fui constatando que eles temiam ser estigmatizados como negros, até que os cabeças-rapadas brancos lhes perseguissem de morte! Após insultos por parte da sociedade branca, que os rejeita, foram aos poucos se encostando aos negros (que apesar dos pesares - sendo filhos de que eram -, sempre os recebeu de braços abertos) e se juntando às causas dos oprimidos e dos discriminados. Ao seu lado, estavam os tais rebeldes, negros por fora e brancos por dentro! Qual camaleão impostor!Aos que me odeiam pela coragem demonstrada na defesa daquilo que me pertence e ao meu povo negro, por direito, só tenho a lhes dizer que LAMENTO MUITO! Nada poderão fazer para que mude de ideias. Sou e serei sempre firme naquilo que me construiu como negro africano,como cidadão são-tomense, com virtudes e defeitos que são próprios do ser humano, no seu espaço geográfico. Nada nem ninguém jamais poderá atrever-se a enfrentar as ideologias do homem branco, que pretende perpetuar a sua espécie, a não ser que seja retaliado portoneladas de bombas químicas ou nucleares no território oponente.

Nesse aspecto, darei a até a minha última gota de sangue para a causa que defendo. Portanto, em suma, SEREI INTRANSIGENTE E INDOMÁVEL perante quaisquer opiniões, advindas especialmente de teorias de brancos, que tenham carácter desencorajador e que têmfomentado a desgraça dos povos negros em toda a África.

Os negros estão fartos de tanta hipocrisia e tanto cinismo dos europeus e dos seus descendentes. Temos que tratar dos nossos assuntos da nossa maneira e como pudermos, porque embora tenham dedos de europeus e não só, cabe ao povo são-tomense decidir o seu destino, SEJA ELE QUAL FOR!

Para os que acharam o meu texto de certo modo forte (com características "chauvinistas", etc.), gostaria que me respondessem o seguinte: quem é que sempre tem tido tons agressivos e ofensivos contra os negros? Quantos negros são humilhados e assassinados na sua própria terra? Quantos são discriminados e maltratados no Brasil, nos USA e na Europa? Me digam!

São Tomé e Príncipe é pequeno e rico, não necessita de tanto alarido na condução do seu destino. Apenas transparência, seriedade e responsabilização nos actos produzidos durante o tempo de actuação de todos os intervenientes na gestão da coisa pública. Uma vez mais, alerto para o facto de em momento algum cedermos às tentações desses BELZEBUS que não pensam no povo e procuram distraí-lo em momentos festivos e de campanhas de caça aos votos. A influência de alguns anarquistas e falsos são-tomenses, que tentam impingir a nossa sociedade com paleios de estrangeiros que são, podem contribuir para a morte dos nossos valores culturais.

Na minha humilde opinião, prefiro viver na selva, ser odiado por rejeitar as moléstias dos europeus e caucasianos, os seus vícios macabros (“gayismo”, “lesbiquices”, tabagismo, alcoolismo, drogas) a ser estúpido como uns tantos negros que se julgam inteligentes e "cidadãos do mundo", vivendo sob o cheiro do sovaco dos brancos em cidades extremamente violentas.

Nkunzula nen zentxi se!

Kabesa mu sa lizu,
July 04
Jykiti Wakongo

O Papel da Mulher em São Tomé e Príncipe

O Papel da Mulher em São Tomé e Príncipe


Há milhares de anos que a humanidade tem olhado para a mulher com olhos suspeitos, devido à sua capacidade quase que infinita de proporcionar a harmonia e o bem-estar no seio da comunidade, de lutar pela melhoria da condição de vida dos seus filhos, independentemente do eventual apoio por parte do cônjuge. Antigamente e, infelizmente, ainda nos dias de hoje, as mulheres têm sido usadas e abusadas sob todas as formas. De injustiças sociais, culturais ao direito da mulher enquanto ser humano, um longo caminho deverá ainda ser percorrido. A situação actual não é nada animadora. As mulheres e as crianças ainda continuam a ser vitimizadas por indivíduos sem escrúpulos, por vezes, dentro da própria casa, onde são feitas reféns, escravizadas e abusadas sexualmente. A sociedade parece pouco serena, mas em cada canto ouvem-se gritos de socorro em forma de zumbido ou observam-se lágrimas de sofrimento guardado nas almas desses seres sofredores.

Às mulheres impedidas de adquirir conhecimento paralelamente aos homens, foram lhes impostas desde tenra idade, a execução tarefas de lides domésticas e satisfação de prazeres sexuais aos seus parceiros, tratadas com uma espécie desprezível. O preconceito é tão forte que, em determinados serviços tradicionalmente frequentados por indivíduos de sexo masculino, ainda se ouvem piropos e zombarias às corajosas mulheres. Por exemplo, as mulheres foram sempre relegadas da área da mecânica (de automóveis, por exemplo), da política, da gestão de grandes empresas, das forças armadas, etc., onde raramente se aventuravam de livre e espontânea vontade. Existem até instituições que limitam o acesso de mulheres nos seus quadros, alegando compromissos permanentes (actividades de alto risco e de capital importância) e que a mulher pode não cumprir por causa das fases de gravidez e pós-parto. E ainda existe um factor discriminatório presente em muitos países que é a remuneração diferenciada consoante o sexo do profissional.

À mulher eram impostas, para além das actividades domésticas e cuidados com os filhos, as tarefas fabris, de apoio no trabalho do campo, sendo consideradas frágeis e incapazes de assumirem cargos de chefia, o que fazia com que não exercessem actividades rotuladas para machos. A exploração e a limitação dos seus direitos em determinados campos de acção eram bem evidentes. Ao contrário, para os poetas, os escritores, os músicos, a mulher serviu de inspiração para os seus trabalhos literários ou não, bem como para os pintores mais famosos do mundo nas suas melhores obras de arte. A mulher é um ser romântico por natureza, que compensa a sua metade oposta, proporcionando uma carreira de enorme prestígio, sem se ter a noção desse facto. O seu lado feminino, maternal, de mulher, contribui em grande medida para o estabelecimento de relações afectivas duradouras, conduzindo a uma evolução ao longo dos tempos na sociedade em que vivemos.

A figura materna no meio familiar tem por hábito definir o rumo das tradições que são passadas de geração em geração, especialmente, no que toca as descendentes do sexo feminino. Porém, os elementos do sexo masculino tendem a assimilar características culturais provenientes da educação transmitida pela figura materna da sua família. Apesar de actualmente a mulher são-tomense ainda constituir uma faixa da população que não é respeitada pela sociedade, de uma forma geral, pela falta de cultura intelectual das próprias mulheres que se sujeitam aos maus tratos e aos preconceitos enraizados na nossa sociedade, algumas delas vão se afirmando aos poucos em várias áreas outrora apenas destinadas aos homens. Hoje as mulheres já fazem parte do mundo da engenharia, da saúde, política, do desporto, do exército, da polícia, embora em número bastante reduzido. Com mais mulheres influentes na nossa sociedade, acredita-se que poderemos construir um mundo mais tolerante, com pão, paz e amor.


O papel da mulher em São Tomé e Príncipe ainda é pouco representativo na escala nacional e reticente quanto às aspirações de diversos grupos sociais que tendem a inibir acções de promoção dos direitos e valores das mulheres. Enquanto as mulheres e as mães são-tomenses forem aceitando de bom grado as atitudes doidivanas, de infidelidade e da não responsabilização da figura paterna no meio do agregado familiar, onde as crianças desconhecem os seus progenitores, onde não são transmitidos os melhores exemplos de conduta e de civismo, não poderemos aspirar que as nossas metas sejam atingidas. As jovens devem consciencializar-se em relação ao seu próprio comportamento de lealdade perante o seu companheiro, perante os seus familiares e perante a sociedade. Não se pode admitir que a emancipação e a intelectualização das mulheres, nos dias de hoje, sejam o sinónimo de "divertimento", falta de compromisso e confiança entre ambos os sexos. Há que haver seriedade e respeito mútuo, seguindo os princípios da ética e de bom viver, para que tenhamos uma sociedade sã, próspera e promitente.

Alerta-se a sociedade para os casos de mães adolescentes, que normalmente não possuem qualquer tipo de formação académica e cultural – dado que ainda se encontram na fase de crescimento -, chegando a ser um exagero falar-se de abusos sexuais ou pedofilia, mas o facto é que vai sendo crescente o seu número. Observa-se um agravante na capacidade de sustentabilidade por parte dessas jovens que têm crescido num meio, por si, pobre e desfavorável, sem o apoio de instituições públicas competentes, e os seus filhos (sem qualquer tipo de culpa) vão servindo de “brinquedo” e, ao mesmo tempo que vão sendo criados sem a presença paterna, enfrentam dificuldades tremendas nos seus primeiros anos de vida. Qual será o futuro que sonham essas jovens mães, muitas vezes ainda crianças? É uma incógnita. E qual será o futuro dessas crianças, filhos de mães adolescentes? Que futuro para a família são-tomense? Parece que há muito que ela deixou de fazer sentido e temos tantos parentes que desconhecemos, tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo. Um progenitor tem várias parceiras e os meios-irmãos são por vezes desconhecidos entre si. É uma prática comum e tem feito valer a poligamia, o poder do machista sobre as mulheres que são submissas. Como solucionar esses problemas na nossa sociedade?

É bom que as mulheres são-tomenses revejam as lacunas que são bem visíveis a olho nu, se dêem ao respeito e respeitem a família, as mais velhas transmitam os valores básicos da vivência numa família, para o próprio bem delas e pela enorme importância que têm na perpetuação da espécie humana e na propagação dos valores tradicionais associados à nossa cultura.


19/06/08
Dra. Belinda Wakongo

Sunday, June 15, 2008

KOLONBA BEBEDADU

KOLONBA BEBEDADU

Non na sebe ke kwa ku kolonba mese fa! A ka-kontle pletu duji-duji! A ka-nda matu ka-da mali di pletu, fla kuma pletu na ka-tlaba fa, na ka-fe nadaxi fa, bila fla kuma tela non sa xa di maxkalenxa ku mixidaji ku otlo-otlo kwa ku non na sebe fa. Kwa ku nsebe sa: a ka-lentla non tela futa-futa non kwa klaga be ku e tela dinen pa a po legela.

Xi nga bili boka fada nen nge di SanTome ku Ie kuma e te kolonba ku sa de faxadu ku vida di mundu se, kuma e te kolonba ku te vida pyolo doke di djabu, ku na ka-vive milyon doke inen ni Aflika fa, a na ka-kele fa! Nta ka-golo unwa kwa, ola npanta ke kwa ku nbe?! Yo di kolonba ku tema di bili glagantxi nguli seleveja ku awadentxi mo nge ku sa bayadu… Zo a ka-bila bega balili, kye ni son, y ola ku a ka-koda a na ka-sebe ke xitu ku a sa ne fa. Ola nanse ka-pya kwa se a ka-li peta!

Yo dinen ka-te vida ku non na ka-mese te ni tela non fa. A lanta plaman ku seleveja ku awadentxi di boka ante notxi ka-kubli. E te tela di kolonba ku te nge ku sebe bebe y ola a ka-xe di xtluvisu se, ni basu di fyo ku suba, a ka-lentla vin ku awadentxi se ante plaman ka-bili. E na te mina mosu fa, e na te mina mwala fa, tudaxi, ante anzu antawo ka-sa ni vida se.

OLA A KA-MESE PYA KALA DINEN NI SUPE A NA KA-SEBE KENGE KU A SKA-PYA FA!...

Kolonba na sebe fla ku mwala se tom kwa bebe pe boka plume fa. Pla ome landja mwala ni tela dinen sela a bebeda o tom mindjan (lyanba), zo a ka-bili boka di fla ku mwala. Mwala ten, ka-bebeda plume z opa e po kuji ome. Y xi kolonba ba fla ku mwala ku we klalu e ka-sa ku mandjinga ni ubwe y e na ka-te kloson di floga ku mwala notxi fa. Nkonventa zentxi se!

Zo nen kwa se ku a na ka-musa pletu ni televizon di tela non fa soku a ba xina non, fla kuma e sa bwa, kuma sela pa sun po te fosa pa sun po tlaba. Maji xi a pya kwa ku npe nay gletu, a ka-be kuma xi sun sa ku we biladu luvesa, ku bega balilli, ku seleveja ni kabesa, e na te tlaba me fa. O nna sebe ke tlaba ku sun ka-tlaba fa!? Sun ka-dumini ni kwakwali kamya ku e da y “karu” ka-po da sun pinsu ni son, kaso ka-po fe zawa ni liba sun, a ka-po da sun bodon, fe mali, se sun sebe ke kwa ku da ku sun fa!

Ola kolonba ba tela di gabon, a be kuma xi a mese pa gabon po bili boka fla tudu kwa ku a mese, a ka-dinen kwa bebeda tan y e sa ne za! Y nen te lazon dinen o… gabon ka-tason bebeda setefolo, kese di kwa mundu, fla kwa vonvon tan, ante kwa ku a te bixidu ni ubwe a ka-da nge se sebe. Elemanda ku a tason “bende” nen manu nen da kolonba, fla kwa ku na toka fa. Ni moda se, ola gabon ta ka-koda, e ta ka-be kwa ku e naxi ta bele fa! Kolonba ta ka-lentlinen ku sudu, ka-dinen nkome, zo fadinen kuma a na-fe xtluvisu ku kolonba mandinen fe fa, zo gabon ta ka-kuji. Ku kabesa biladu awa, gabon ta ka-paga kolonba kwa ku e bebe ku tela, bwe, kabla, nganya, tudu likeza ku ta ni son tela ku toke, mwala,… kwa ku gabon ta ka-mese tan sa kwa pa e fya kalolo.



Gabon sa mo nen kolonba se ku nanse pya nay. Xi a da gabon vin o awadentxi, e ka-da sun tudu kwa ku sun mese! A ka-gogo ku kwa se maxi doke mwala o anzu ku a te ni koboke!

Nen kwa se ku toka kolonba, ku ka-musa patxi ku na sa bwa da inen fa, kolonba ka-te vlegonya di musa pletu. Kwa ku na sa glavi fa, ku te mali ku toka nge dinen, kwa ku ka-fla musa kuma inen na sa liku fa, zo nge ku a ka-sma glavi ku we zulu, ku kabelu kolo bobo, pletu na ka-pya nen kwa se fa y pletu ka-kunda kuma kolonba na ka-vive pyolo dokee ni tela dinen fa. Ola npya kwa se, ubwe jinga mu, maji nta sebe me kuma nen zentxi se sa axi… a ka-bebeda kye ni son plede. Nbe kwa nli peta, zo nlenbla gabon ku ta ni losa ka-tlaba ni tenpu di kolonba ni SanTome ku Ie.

Nen kolonba se ka-ba Xpanya ku Putuga, y nen dala ka-fika ku goxto luma, punda a te we zulu, a te kabelu kolo bobo y a sa-kolonba. Ola nen ka-lentla matu ka-da nge ku bala, ka-futa nen nge Putuga kwa, a ka-fla kuma nasinen fa, kuma kwa sa pletu ku lentlinen tela soku ska-fe nen kwa se tudaxi! A KA-FE TUDU KWA NI TELEVIZON PA A MUSA KWA KU KA-FIKA PLETU MALI, KU KA-FIKA AFLIKA MALI, FLA KWA KU PLETU NA FE ME FA, PA POVO KOLONBA PO KONTLE PLETU MO DEMONO.

Maji konse ku nga da nanse sa: A NA KA-KELE NE LELE KWA KU KOLONBA KA-FLA FO! Nen ni we nge a ka-fla unwa kwa, maji ni tlaxi a ka-fla y fe otlo kwa y pyolo da sun. Kwa ku non, pletu, na toka di fe fa sa lele kwa ku a ka-fe y ku a ka-fla kuma e sa bwa fa. Punda ola nen kolonba ku tason bebeda setefolo ka-koda, e te kolonba ku ka-sa ka-futa pletu djelu xa jibela di ba zudinen kolonba xiku na tlaba fa. Y pletu ku na te ne guvenu di tela de fa, ola a ka-koda, a ka-fla: AWA WE SO E! ZEME SO E!


Iyemanja zuda non,
Jykiti Wakongo

Friday, June 06, 2008

A LIVLA ANKA NI BOKA KASO

A LIVLA ANKA NI BOKA KASO

Ola nga be folo ka-fla kwa ku na sebe fa, ka-fla kwa dinen vonvon tan mo nge ku kye ni po, nen kwa se ka-blose mu pasa. Nga be pletu ka-punta Jykiti xi e sa pletu me o xi e na sa yaga mo dinen fa! Zo mo nga be nen nglatu se ka-pya mundu mo kolonba y a na ka-kele ni kwa ku pletu ka-fla fa, myole nga sa ka-pya kwa tan mo nge ku na ska-tende fa.

Nge xi ku ka-kunda kuma nga kontle kolonba o nen ovu dinen (yaga) ku a fika pe Tela Pletu (AFLIKA) sa punda nge se ka-kontle pletu ni kloson de.

Zo nen yaga se, ku te donu kolonba ku zetinen, ka-bi fla pa a na golo modu di sebe di kwa ku toka nge di Tela Pletu y kwa ku vale tan sa kwa ku kolonba te. E te "folo" blutu, nglatu di meda, ku ka-fla kuma SanTome ku Ie toka sa ni mon di kolonba, pla nen ka-sa ka-futa non kwa ka-manda ba tela dinen, pa non bila sa mo plesu ni kadja. Punda a kunda ke kwa?! Kolonba ka-tom non tela manda tudu nen nge dinen bi ta nay y pletu me ku te xitu de a ka-manda sode da sotxi o da ku bala. Punda ola kolonba ka-lentla tela ba pode e ka-fe kwa de patadu da pletu ku nen manu dinen kolonba o! Pletu ka-te kamya ku e na ka-po ta fa, punda e ka-sa pla kolonba tan. Sa mo kwa ku a ska-mese fe ni "Ilye Kabla", kwa sa axi: tudu folo ka-xe di tela dinen donu dinen y pletu na ka-bi ta ni kamya se me ku nen kolonba ka-sa ne fa.

A pya modu ku kwa se ku nfada nanse di kaso ku gatu sa. PLETU sa gatu y KOLONBA sa kaso. Xi sun na bili we ku inen fa, a ka-tom mon-mon... Sososo sela a pya kwa se ku npe nay basu ku xtenson pa a be modu ku gatu ka-fisa we da kaso fyadu (kunda kuma e sa txoko antawo), maji ola e be kuma kaso ska-xe ku fata luxpetu pasa, ka-mese fute kwa kume, zo bila saye olya ku dentxi... a ska-be? DJANGA!



Zo mo a sebe ten, ola gatu ka-be modu e na ka-po poda kaso ola e ka-sa txoko fa, fla kuma e sa blanku, klalu bobo, glavi y e na ka-fee mali fa, punda ola kaso ka-klese e ka-sasa gatu se fe-fe oso! A ska-floga o ke kwa?

Kwa ku non sebe sa: kolonba sa mo kaso y pletu sa mo gatu. Kolonba ka-sa ku goxto, ka-fe migu ku pletu xi e sa liba pletu, xi pletu ka-sa ka-fe xtluvisu dinen pa a zuga mina maxponbo pa nen pletu tudu pe. Maji nen kolonba soku ka-kume glapon, bega di guya-sonbla, kani y pletu ku na kuji kwa ku nen mese fa, a ka-golo modu di dana fesa buta, golo demanda, pe pletu ka-da otlo bodon.

E te pletu ku ola e ku ka-pya kwa ku sun Jykiti fe pe nay e fika bloxidu ku leva ni kloson! A ka-sa ka-lenbla kwa ku kolonba fadinen , kuma a na ka-po fla nen kwa se fa, punda axen a ka-kunda kuma sun ka-sa ka-mese fe kolonba mali.

Maji xi e ka-sa kwa pa nfe kolonba mali, kontle tudu kolonba, nna kasa ka-xkleve kwa ka-pe nay pa tudu nge ka-pye fa.

Zo e te kwa ku sa vede me ku a na ka-mese pa sun fla fa. Ami soku ka-fla kwaxi ku nmese, di pletu, di kolonba, di nge Xina, ola nga be kuma xintxidu di folo o di pletu na sa ixi ku nen donu nen xina fa. E te nge ku bi fada Jykiti kuma xi Maya de ka-pensa nen kwa se mo de... "pali cole, pali canada". Kwa ku sun se poja na sebe fa sa kuma mundu sa mo di pema di tlexi ndala. Maya se sun poja te vivenxa loja matu.

Kwa ku nmese pa a fe ni Tela non sa pa a golo modu di kaba ku maxkalenxa ku kolonba ka-klaga ni tela dinen bi wanga pe San Tome ku Ie. E te yo kwa ku xi non na bili we fa non ka-mole kaba!

A ka-be ome ka-mese va ome kadela; a ka-tende kuma e te mwala ku na ska-mese tom ome maxi fa punda e bila ka-gogo ku mwala ten; e te folo ku na mese te maxi doke dosu mina fa, punda kolonba fadinen kuma a sa montxi (maji myonle ni tela di kolonba a ska-mese pa men po pali maxi mina...); zo e te folo ten ku ka-fla kuma e na ka-kume kani fa, punda kolonba fla kuma e ka-kume fya tan mo kabla...

Axen, ni moda se, sa mundu ku kolonba kya soku pletu ska-vive ne y xi e na kuji fa, nen pletu me soku ka-ponta sun ku pingada, fla kuma sun ska-kontle kolonba o nen ovu dinen (yaga, bobo klalu). Pla ami yaga na sa pletu fa y kolonba ten a na sa fa... maji ola a ka-fla ninen a ka-zunta nen nglatu se pe ni kamya ku toka pletu. Mina di kolonba sebe kuma e sa ni ome di dosu kolo y e ka-da ni we bila da ni tlaxi. Ola nge di tela kolonba ka-zetinen soku a ka-bila we pe AFLIKA non, axifa a ka-ko "kamalyon" y a ka-da mali di pletu, volo non, fla kuma Tela non toka sa ku kolonba ka-manda, mo kwa ku tela di kolonba sa kamya ku kolonba ka-kuji pa pletu manda ne ten.




Ola nba unwa nen tela se ku sa xa di nge liku, ku nga sama tela dinen "MADAFAKAX", ngolo di xina mina kwa di vija ubwe mu, punda sun ka-po sa ku pingada ni mon axen me e ka-te nge ku ka-sa blabu y ka-po txila sun kwa ni mon bila da sun nkome pe liba de. Nayen, nga musa unwa kwa ku nfe ola ku nta nala y a ka-be kuma sela sun tom po ni mon nge ku ska-xina sun kwa zo pa sun po xina.

Kwa bwa ku tela se te sa: xi sun sebe kwa a na ka-fe mo dinen kolonba ku sa ni otlo-otlo kamya fa, zo nomi mu me a na ka-panta ku e fa mo folo ku toka gogo ku e. Punda Zon, Me(...), Ma(...), Jingu, Zwana, Xtlela, Maya, Pedu, Zoze, Maneli, tudaxi sa nomi di kolonba o... non na konse nome ku toka non fa! A ka-mese te nomi di ngleji - kolonba, y e te nge ku plovya di kwa di "komunijmu" pe mina nomi di pletu mo Batepa, Mondlane, Djikiti, Kangolo, Samora, A. Cesaire, Djadjingu, Nguesso, Ilunga, Nasser, Mandela, Lumumba... maji e te nge ten ku pe nomi di kolonba mo Lenine, Fidel, Pamela, Hitler, Vlademir, Yuri, Patrice, Newton, Jackson, Isaac, Watson, ... se sebe punda kwamanda y ke xintxidu ku nen nomi se te! A ka-mese sama mina nomi di kwa ku a ka-pya ni televizon, livlu y nomi di kolonba ku ka-plase ni televizon.

A toka te nomi mo Male, Jinga, Vede, Txoko, Fili, Xinyo, Gapa, Kanble, Zynya, ... Ola nnanse a sama mu unwa nomi fe axi ku sa nomi ku kolonba ta ka-gogo di sama gabon ku e (y sa nomi ku yo kolonba te nala tela dinen), zo ola nflima ku nba tela, ntxila nomi se buta pe J.Wakongo.

Nge ku na ta konse mu fa ka-po pya mu ni xitu se ka-tom po ni mon di mese ni kwa di manjinga. Nen maxibin ku ska-sufli ni mon di kolonba ku pletu (ku futa non djelu) toka xina nen kwa se ten... Tudu nge ku na gogo ku kwa ku nfla nayen fa, kwa ku nga fadinen tan sa: A LIVLA ANKA NI BOKA KASO!


Iyemanja zuda non,
Jykiti Wakongo

Friday, May 30, 2008

E SA KADA KWA?

E sa kada kwa ku sun ka-be ni mundu se...? Sun ka-nda sun ka-be kwa o!

Ola nba Melika ("USA"), tela di nge ku ka-manda ni mundu se non di oze, ni meji se ku pasa en, pa nba fe unwa xtluvisu, nxe notxi pa nba fya kabesa mu pikina, y ni unwa lwa di poson se ku nta ne, ku sa xa di nge ku te djelu, nbe mwala ni lwa ka-vala ben bixidu, ku lopa glavi ku ka-po kuxta sun djelu di yo meji o anu di tlaba. Xi e ka-sa ni San Tome sun ka-tlaba faxa, ante mole sun na ka-te djelu di kopla lopa se fa. Nen mina se ka-sa ku we liba sun pa a pya xi sun ka-xe ni unwa "Bugatti" o "Limuzini", pa a te sun ni mon pa a be modu di tufu djelu sun pe jibela tan. A na ka-gogo ku ome ku a ka-nda ku e fa; kwa ku a mese tan sa pa a sa ka-fe vida di mwala vajin, kume nay kume nala, gaxta djelu sun ku kwa bebedadu... Bondja ku nna ka-pya nen kaxta mwala se fa! Nna mese nen kwa se ni we mu fa!

Nta ka-vala ni karu ku nta ka-nda ku e nala tela se, notxi, soku nbe yo nge mundjadu ka-klonvesa, mwala, ome, ante unwa folo tudaxi nbe nala xitu se. Nna sebe ke kwa ku e ska-fe nala fa, maji sun se poja sa NGANDU - "nge godo" - ku ska-manda nala San Tome ku Ie, punda e ta ku poji muntu! Kwa ta kuku, maji ku mina kandja ku ta ni lwa nbe kala sunge, mundjadu ku mon ni jibela mo soba. Maji nna fla ku sun fa! Sun ta ka-pya nen mina ku ta ni ome xtlada ka-klonvesa ka-li. Sunge poja gogo ku unwa nen mina se ku ta mundjadu ni bodo di karu ku ta ni mon gletu mu.

Soku ola nta ka-fe pa nbe mu, ku nta ka-pya xitu ku "kamara" mu ni mon, nbe nen mina bi mundja ni ope di kamya ku nta ne ku karu, y mo nta ku kwa ni mon y nbe inen ka-fla kuma a mese fe kwakwali kwa, ntxila "kamara" mu pe basu di karu, punda nna ta sebe ke kwa ku a ta mese fe ni bodo di karu mu fa! Ngwada pikina, sa mo nsonbla be unwa dinen vlega, txila klason ni ome di xtlada fe zawa de. Ola ku mina kaba di fe zawa de lanta, ku a kole be dinen, soku ntxila kwa momoli fisa, pe nglentu karu be mu ke.

Ola nxiga ke ku nba pya kwa npanta! Nna ta kele ni kwa ku nta ka-pya fa, punda ni sumentxi kamya se ku yo nge ni lwa... Nfla, xi nga fla nge ni SanTome ku Ie kuma ni tela se ku a ka-fla kuma e sa we di tudu otlo te nge ku ka-fe zawa ni lwa ni ome di xtlada, a ka-li peta, fla kuma nsa dodo. Elemanda ku nga pe kwa se nay pa a po pya kuma kwa na sa pletu tan soku ka-fe kwa mali punda kolonba na ba Aflika ba xine kwa fa! A ka-be kuma e te kolonba ploko suzu ku ola kwa ka-peta a ka-fe ni kwakwali kamya ku e da. Sa mo mina se ku fe kwa se, xi e ka-be unwa mina pletu ka-fe kwa se, e ka-sa plume nge ku ka-volo, sama nomi zo fla axen: "sela pletu me!".





Pletu na ka-po kuji kwa ku kolonba ka-fla tan punda unwa o otlo pletu blutu se plosede fe non xintxi vlegonya ni ome kolonba fa. Ola a ka-fla kuma kwa sa mali o sa ni moda se punda e sa pletu soku fee o punda e sa kwa ku toka pletu a na ka-kele ne fa! Mundu saji Desu y ola e fe mundu e kya pletu y kolonba y tudu nge ka-fe kwa mali bila fe kwa setu ten...

Ton ngana mina se o... xi e ka-fe zawa se ni karu mu, nna sebe ke kwa ku nga-po fee fa!...
Taluve, nga de unwa sotxi ni kadela se de suzu!?

Jykiti Wakongo

Wednesday, May 28, 2008

TLOVWADA-TXOKO KYE

TLOVWADA-TXOKO KYE

Nen ke mu e... ke kwa ku da ni San Tome ku Ie non e? Sun Tlovwada-Txoko kye o! E sa pena... e sa dolo...! E ska-ko kwa ku a ka-tom mwala pe ke zo ola bega ka-xa sun, sun ka-manda mwala se bluguna ba koboke di men de.

Kwakwali modu, e te nge ku da Desu paga mo sun kye y a ska-fla: AXEN ME!
Sunge ta ka-manda ni povo, fe yo plomesa da non, golo modu di sebe di vida sun ten, goza vida sun pikina ku djelu di povo (maji kwa ku toka sun mo soba ku sun sa, te "petloli" di sende kandja ni koboke sun, "gazolina" pa sun xa "karu" sun ku e, di paxa kole subli kole dese, nen kwa se...). Doxi kwa se kaba de za? Xa ke kwa?

Nkonveta zentxi se!

Sela kwa se kaba, punda nge ku te sebe ska-ta de ni tela di kolonba y ska-zuda kolonba bila maxi liku doke e sa. Tela non na ska-ba we fa! Povo bila de pligisozu, zeta matu da koblo ku lagaya. A ska-gwada nen gabon ku ka-bi fo Kavede o Ngola po tlaba losa, ximya bana da non? O a ska-gwada pa djelu di petloli ku a bende ku a da nen NGANDU (ku a poja tufu pe jibela), ku na bila sen fa?!

Bamu lanta mon ba liba piji Desu pa e po zuda non, pa non pya xi ola sun se (Tlovwada-Txoko) ka-xe xi ixi ku ka-lentla ka-po tada pikina y fe kwa gletu da povo. Nsa ku leva lumadu punda nen kwa se ku a ska-fe ku Tela ka-dana kwa ku a ska-mese fe pa Tela po ba we. Nna sebe ante ke dja ku non ka-bi te paji pa non po vive ku sosegu ni Tela se glavi y liku ku non te y fe tudu nge te npon ku lete pa e po da mina de ni nglentu di koboke.

Oze nna te kwa montxi pa npo fla di sunge se fa, punda nska-gwada ola sun "Diki" ka-bi fo xitu se ku e ba paxa ne pa e sebe di demanda ku sen ni kwa ku e kya fika pe ala. Maji sela nfada nanse kuma ni tudu tela di kolonba ku ta ne ka-fe kwa mu, ni Flansa, ni Melika, ku otlo-otlo xitu, nna be kwa ka-kole mali ni moda se fa.

Ke kolo kwa ku ka-po ta axi e, nen ke mu?

Tela bila de wixiwaxa so... nga tende nen maxibin nay Flansa ka-da mali di Tela, di nge ku sa pode, di povo ku na ska-mese te ni nxada pa po tlaba matu pa ximya kwa pa a po kume fa, ku otlo-otlo kwa ku fe nen blose kuma. E te ku volo folo sama nomi zo fla kuma e po mole maji e na ka-bila pe ope de ni San Tome fa, punda Tela sa glavi maji mixidadji ka-fee xintxi leva di Tela. Soku npensa y nbe kuma nen maxibin se ku kole kye mundu plede na te klupa fa. Kwa ku a ka-be y a ka-tende nen donu nen ka-fla sa: a na ka-bluguna ba Tela se te kwa ni mon fa y mo kwa sa de dananu kotokoto, xi a te modu a na ka-be me fa, sososo e te yo dinen ku na ka-fla kuma a sa folo me fa. Ola kolonba ka-punta inen ke kamya ku a fo, nen nglantu se (mina nge godo tudaxi) ka-fla kuma nen sa di otlo tela o dala kamya ku a sa ne ka-xtuda, ka-tlaba vida de o ka-fe mankiadu (mo nen maxibin se vajin ku ka-kunda kuma vida sa unwa so y sela a va kadela malaboya).

Mo kwa ska-kole sela povo tason kole mon kabesa y te xintxidu ola e ka-ba koye nge di pe nala liba pa po sebe de. A na ka-po koye nge tan punda a monya povo mon ku mina budu (banyu) o punda a fla kuma a ka-ba sebe di vida sun fa, punda xi kwa da kole gletu fa, tudu povo soku ka-buya de. Y otlo kwa ten sa: nge ku na ka-tlaba fa soku ka-kume maxi y say ka-nganya maxi djelu.


Iyemanja zuda non,
Jykiti Wakongo

Wednesday, May 14, 2008

KOLONBA SA FYADU Y DEMONO

KOLONBA SA FYADU Y DEMONO

Ola kolonba be kuma tela sa de wixiwaxa, a ka-tom monmon... lentla non koboke va nen mina non kadela (anzu antawo, fla kuma a mese sa padjin dinen), tom non klopo ku alima ligi ba ku e. A ska-be kuma kwakwali kolonba ka-po lentla San Tome ku Ie fe kwaxi ku bwade, a na te nge ku ka-fadinen kwa ku a toka o a na toka fe fa. Ola a ka-be kuma povo sa ni mixidadji, se kwa di kume pa e da mina ni ke fa, a ka-ploveta tufu non dedu suzu, ka-fede tata, ni nglentu lixi. Nen kolonba bi fo "Blazil" ku klonvesa doxi ni boka ka-fla ni "desu"! A ska-be kada kwa? DJABU SKA-LENTLA NON TELA PASA PLOVYA DI BLUTU KU NEN NGE GODO SA NI SANTOME KU IE.


Zo mo a mese pe povo ku sa pobli kwa ni we, a sama vlegonya di kwa se di "Projecto Revolução". Kwa se ku ka-bi ku nomi di desu ka-ngana nge ku na te djelu fa, zo ka-fla kuma tela sa mali punda fata di amole ku non na te ni desu fa... tudu nen kwa se ka-zuda nen DEMONO se ku ka-bi fo NFENU ku klonvesa di fe bwe tom sono, ka-golo modu di sebe kuma ku povo ka-vive y ke kwa ku non te ku sa likeza pa a po da ni kadela klaga be ku e tela dinen.

Npya kwa se ku npe nay da nanse ni "Net" y ola nbe kwa nxintxi mandjinga ni ubwe mu. Nna ska-kele kuma nen kolonba se di "Blazil" ku ka-mata nen pletu ku sa ala "Blazil" mo kaso, ka-po bi tela non bi fla ni desu fa... Nen sa fyadu pasa! A ka-be nge ku na sebe le ne xkleve fa, so a ka-pe ni letlatu pa a nganya djelu ku e. A ka-be ku livlu se ku a xkleve ka-fla ni "desu" ku a kya, pa a tanda pobli ku mese kume ku kwa di sebe pa a po zuda tela non klese. A sebe kuma nen nge godo di tela non na ka-tom livlu se pa a bila "mina di desu" fa! Nen na ka-golo nge ku sa ni pode pa a tanda nen livlu se di "desu" fa. Y mo nen blutu se, NGANDU se plosede, sebe kuma nen kwa se ku kolonba ka-ngunda pobli y fe pobli kese di mali ku nen sa ne ka-fe povo, a ka-gogo ku nen kwa se.

Mo nsa ku we betu pikina nna ka-po ka-boka fa! Nga fada nanse kuma ntende kwa se ku vungu ku sa ne, kwa tunja mu di vede. Elemanda ku npe kwa se nay pa nanse po pya zo kole kabesa pensa xi e sa setu. Xi e ka-sa non pletu, folo, ku ba tela di nen kolonba se ba fla nen kwa se o bende livlu di "desu blanku", a ka-da non ku bala o!...

NEN KE MU E, A BILI WE O! KOLONBA SA DE FYADU PASA Y A KA-GOGO KU PADISE DI PLETU KU OLA A KA-TENDE KUMA TELA DE TE DJELU... A PO MATA NON TUDAXI NI SANTOME KU IE PA A PO FIKA KU E O... Nga pe mina kwa ni putugeji pa nge ku na tende fa po sebe kwa ku nska-fla nay: «("Projecto Revolução" - "campanha de "religiosos eurobrasileiros em S.T.P., para com as suas MENTIRAS, "bíblias", etc., reforçarem ainda mais a ignorância do nosso POVO. Por que diabo, não apoiar na educação, com livros científicos e materiais (em vez de "bíblias") que ajudam no desenvolvimento intelectual das crianças, para que se tornem auto-didactas?" - POR FAVOR, SÃO-TOMENSES, ABRAM OS VOSSOS OLHOS E NÃO CREIAM JAMAIS NAS PALAVRAS DE UM BRANCO VESTIDO DE VIGÁRIO, SALVADOR DAS VOSSAS ALMAS PERDIDAS, OU ATÉ MESMO, DE INTELECTUAL - O PIOR BURLÃO BRANCO!)»



DJABU NGANA NANSE, XI A LELE KWA KU KA-XE KOLONBA NI BOKA, KWA KU E KA-FADA NANSE NI KWA DI DESU O DI DJABU, PUNDA ELE PLOPI SA DJABU NI KLOPO NI NGE! A KA-SENDE UNWA MON DA NON, MAJI OTLO KA-SA KONDIDU KA-TOM KWA KU NON NA SEBE KWAXI KU E SA Y KANTU KU E KA-VALE FA, Y KWA SE SOKU SA MAXI PLIGU DA NON... A FE MO DI AMI KU NA KA-KELE NI KWA KU KA-XE NI BOKA FEDE DINEN KOLONBA SE FYADU FA.

Desu zuda non,
Jykiti Wakongo

Sunday, May 11, 2008

AMOLE DJABU

AMOLE DJABU

NIGGERS, NIGGAZ

O termo niggers (niggaz) é usado para referir indivíduos negros de cabeças rapadas, na sua maioria descendentes de negros norte-americanos. Trata-se de um termo pejorativo, mas na maioria das vezes caracteriza um determinado grupo racial, e que entretanto a variante “nigga” representa o “indivíduo” de raça negra (ou que tenha algum ascendente negro na sua linhagem genética). Esta designação, mais popularmente exprimida pelos negros dos Estados Unidos de América, tem sido propagada através de expressões em músicas violentas e filmes, onde os negros do resto do mundo se sentem representados. Na Europa, em África, na América Latina, os negros querem afirmar-se com base no estilo “thug life”, “niggaz gangsta rap”, por falta de identidade própria que os defina como membros de uma sociedade local, fazendo com que sejam todos associados aos mais variados actos criminosos.


Na América do Norte, os negros, que são marginalizados pela sociedade e pela política euro-americana, vão formando “gangs”, grupos de marginais, que por vários estados têm praticado assaltos, homicídios, tráficos de estupefacientes, etc., e têm conquistado (sobrelotado, até) as prisões deste país. Para os negros americanos (de todo o continente, e os infiéis de outras paragens), o seu sonho americano é ter um exemplar como o apresentado na imagem ao lado (amante do atleta negro, campeão mundial do golfe de todos os tempos). Este é o exemplo dessas vagabundas "oxigenadas" que após correr o meio mundo são concorridas pelos melhores artistas, atletas, cérebros negros de todo o mundo. Chama-se a isso falta de amor-próprio, falta de amor à sua gente, às suas raízes. Partilham toda a sua fortuna com louraças vagabundas que estão prontas para dar o golpe! É desta forma que querem afirmar-se na sociedade euro-americana. O que não se verifica por parte de brancos ricos ou aqueles brancos famosos que se destacam na sociedade, no sentido de se emparelharem com mulheres negras! Depois, em situações de luta pela justiça social, políticas discriminatórias, estes negros ingratos e imbecis voltam-se imediatamente contra os seus parentes negros, acusando-os de racismo, fazendo de tudo para proteger a reputação das suas vadias brancas e agressores racistas euro-americanos.


Não se pode deixar de referir, entretanto, que tal como os negros brasileiros, os negros na América do Norte são vistos como bandidos, membros de “gangs” de traficantes (de narcóticos, armas), habitantes de "ghettos", delinquentes viciados em drogas, especialmente nos subúrbios de Harlem, Queens, Bronx, Brooklyn (Nova York), Chicago (Illinois), Atlanta (Geórgia), El Paso (Texas), Baltimore (Maryland), Denver (Colorado), San Francisco (Califórnia), com forte incidência na Costa Este. Lembrem-se da atitude do Governo norte-americano que, perante a catástrofe natural que atingiu a comunidade de New Orleans (no estado de Lousiana), para manter a ordem na cidade, ordenou aos agentes para que atirassem (a matar) contra os negros (que constituem a maioria da população deste estado), apesar da tardia prestação de socorro às vítimas. Uma vez mais, a "América branca" se esquecera dos seus "Negros" coitados! E não se tratava de RACISMO?!


Muitos músicos negros de “rap”, “hip-hop” e “gangsta rap” têm um enorme historial de associação criminosa relacionado com drogas, assaltos à mão armada, estupro, que são divulgados pelas fontes de comunicação de todo o mundo, ao contrário do que se sucede com músicos brancos (que se fartam de pintar a manta!). Nas periferias de grandes cidades, por exemplo em Los Angeles, em Compton, existe um vasto grupo de delinquentes que, à margem da Lei, construíram as suas próprias “leis” e nas ruas comandam os seus “negócios”, seja de tráfico de narcóticos (que beneficia e sustenta uma elite poderosa branca) seja de sons miseráveis de letras obscenas ao estilo “gangsta rap”, que os jovens de todo o mundo tem adorado e admirado. É uma grande tristeza ver-se jovens que, num país que é denominado de “país do Primeiro Mundo”, onde existe o tal “sonho americano” almejado por negros e brancos em todo o Globo, se vão perdendo em caminhos perigosos (ocultados pelas produções musicais em videoclips que retratam uma vida de boémia, com mulheres giras semi-nuas, bens materiais de luxo e jovens negros ostentando “marcas e gestos obscenos” peculiares de rebeldes das ruas de bairros problemáticos dos EUA), sendo assassinados ou pelos seus colegas negros ou pelos polícias brancos.


O papel dos músicos negros, em particular de estilo marginal, nos EUA, não é o de promover um ambiente de harmonia entre negros, a confraternização, a cultura negra, a justiça social e política entre a comunidade negra, mas sim de incitar os jovens “niggaz” à violência, à indisciplina, à rebeldia e ao crime. O Negro norte-americano é um prostituto da sociedade branca, de euro-descendentes nos EUA; um autêntico “palhaço de circo” que se contenta com publicidades suportadas e proporcionadas pelas fontes (tendencialmente brancas) que gerem a imagem dos EUA, e apesar dos pesares se consideram os melhores negros do mundo. Sabe-se que por mais estúpida que seja uma frase dita por um norte-americano “iletrado”, por mais absurdas e insignificantes que sejam as letras de músicas cantadas por norte-americanos (negros ou não), por mais imorais que sejam os gestos e comportamentos protagonizados por norte-americanos, por mais que sejam os actos bárbaros de agressão contra um ser humano praticados por norte-americanos, aos olhos do mundo, tudo acaba por ser um bom divertimento, exemplo a seguir ou algo que merece desculpa e perdão. Tudo isso é sempre bem aceite na comunidade internacional, e os artistas são os ditos “ídolos” e imediatamente perdoados são tratados como se fossem um Deus! O perdão e a paixão diabólica por tudo que tenha origem nos EUA são imensuráveis.


Povos que outrora foram "feridos" por eles, hoje devotam uma crença de servo fiel ao serviço dos EUA, seja como “bufos”, seja como clientes assíduos. Para mim, essa ilusão de óptica deve-se ao poderio económico, político e militar que o aparelho governativo dos EUA exerce sobre o mundo. Porém, isso não abarca toda a camada social, dado que os negros norte-americanos continuarão a ser a classe menos favorecida, a marginalizada, a discriminada, a oprimida pelo sistema euro-americano nesse PAÍS MALDITO! Como disse outrora, em relação aos negros brasileiros, os negros nos EUA nasceram (e nascem) numa TERRA BASTARDA. Foram roubados da sua Terra-Mãe ÁFRICA, carregados em navios (negreiros), negociados como cabeças de animais e levados à força, sob tortura e opressão, tratados como escravos e assassinados em diversos pontos de exploração (de algodão, minas diversas, etc.), propriedades do “Reino Unido” e senhores colonos brancos vindos da Europa, conforme o prazer destes últimos. Negros que, com a sua força de mão-de-obra, ergueram milhares de construções, contribuíram fortemente para a produtividade e para a economia em todos os Estados Unidos de América. A revolta de milhões de negros, filhos de África, que se encontram sob regimes racistas e xenófobos, é grande mas não o suficiente, para que pudessem trilhar por um caminho diferente daquilo que é projectado em todos os ecrãs de televisões do mundo.

Em África, espantosamente, as televisões (controladas por criminosos políticos, sem amor à Pátria) fazem questão de colocar no ar o produto mais execrável que corrompe a sua sociedade. No lugar de programas que serviriam os interesses da Nação, em São Tomé e Príncipe, são apresentadas (conforme seja a Televisão ou Rádio Nacional) músicas (videoclips), telenovelas, filmes e séries de Brasil esbranquiçado; músicas, transmissão de jogos de campeonato português (o pior campeonato do mundo) e outros programas desinteressantes e de entretenimento de Portugal (destinado à portugueses espalhados por esse mundo fora); séries e filmes (imorais), músicas (videoclipes), etc., dos EUA. O que é nosso não é sequer por nós conhecido e, criminosamente, o Estado são-tomense “assassina” a divulgação e transmissão dos nossos valores culturais à geração mais jovem… usando para isso as nossas próprias Instituições Públicas.

Onde já se viu, governantes de um país preocupados com a transmissão de programas de carácter de entretenimento (jogos de futebol europeu, telenovelas euro-brasileiras), relativos a um outro Estado, na TVS, em São Tomé e Príncipe, em detrimento de programas de informação, de promoção cultural e educativo ao nosso povo?! Esses governantes têm uma PAIXÃO DO DIABO!


Tenho a noção de que poderei ser processado ou notificado por divulgar este artigo aqui nos EUA, mas não tenciono desistir de exprimir as minhas ideias e as constatações das quais tenho tido o privilégio de presenciar. Tais realidades (sobre ofensas contra negros, acima relatadas) foram igualmente vivenciadas por mim em Paris, por onde, infelizmente, em conjunto com um colega costa-marfinense (“Passé Composé”), passámos por cenas de discriminação racial. Na minha curta estadia em Saint-Étienne – cidade Centro-Leste de França, próxima de Lyon, por exemplo, tive a amarga sorte de ser insultado e de ser gozado pelo meu “prénom”, Jykiti, pelo “nom”, Wakongo, e por ser negro. Nas cidades francesas e europeias, de uma maneira geral, os jovens negros (e berberes – vindos de Norte de África) tendem a responder às provocações de europeus brancos. As suas atitudes, a meu ver, são inconsequentes e ingénuas, porque não é praticando o vandalismo que se será aceite numa sociedade de si já preconceituosa. Os negros foram e continuarão a ser vistos como seus eternos escravos (em África ou não), seres humanos de “nível inferior”, incompetentes, brutos, etc., e que como não podia deixar de ser, os altos dirigentes europeus condenam essa “escumalha” (que mais contribuíram para a construção de infra-estruturas em toda a França e alguns países europeus) por actos “selvagens” e têm questionado a imigração de africanos no seu espaço territorial, em detrimento de cidadãos de Leste europeu (da máfia Russa, Ucraniana, Moldava, Romena, Eslava) ou de euro-brasileiros (militantes Neo-Nazis).

A PAIXÃO DO DIABO É TRAIÇOEIRA E TORNA-SE FATAL PARA A SUA SOBREVIVÊNCIA, NEGRO!

Jykiti Wakongo

Sunday, May 04, 2008

BRASIL NEGRO vs ZONA SUL (do Brasil)

BRASIL NEGRO vs ZONA SUL (do Brasil)

Segundo as populações que residem na região de Santa Catarina, Zona Sul (do Rio Grande do Sul), no Brasil, que se auto-proclamam de teuto-brasileiros, eurodescendentes, descendentes de alemães (italianos, ingleses, franceses, leste europeu), de raça branca, raça pura e inteligente, a Zona Sul possui um indicador de desenvolvimento tanto económico (PIB) como humano (IDH) maior do que todos os Estados brasileiros, e que graças a eles a vergonha do Brasil no panorama internacional é ofuscado. Para os mesmos neo-nazis, o domínio comercial do Brasil no mercado internacional deve-se, pura e simplesmente, à inteligência de seres de raça branca, como tal deveriam separar-se dos restantes Estados pobres ao norte. O que pode tirar desse disparate é que tanto os judeus como os nazis são a mesma coisa e tudo não passa de uma farsa. Há pelo menos duzentos anos que os europeus do Leste imigraram para o Brasil, gozando de privilégios que jamais aos ÍNDIOS ou aos NEGROS foram proporcionados. Entretanto, usando o poder colonial que constituiram, o que importava era a raça branca e mais nada. Os ditos judeus europeus são os que mais RACISMO têm demonstrado contra os NEGROS no Brasil.


Houve alguns que ousaram sugerir uma anexação à Argentina (território invadido e povoado por seres de raça "caucasóide", mestiços de "arianos", "mouros", "anglo-saxões", etc.), por haver afinidades culturais e raciais, uma vez que aquele país exterminou os negros e os índios e apresenta um pedaço de "Europa" na América Latina. Portanto, é o que fizeram e/ou tentaram no Brasil e o resto do continente Americano. Para o efeito, como tentativa de eliminar fisicamente os negros de todo o mundo, os brancos racistas criaram em laboratório o AIDS, um vírus temível, com o objectivo de extermínio apenas da raça NEGRA. Algo que foi relatado pela Nobel da Paz, a Ph.D. WANGARI MUTA MAATHAI, que é uma mulher negra, natural do Quénia. Mas o tiro saiu pela culatra, embora estivesse a aniquilar milhões de vidas em África, tem também ceifado vidas noutras raças que não negras.

Muitos desses brancos infiéis e racistas afirmam ainda que a desgraça do país se deve ao maior erro da história colonial portuguesa, em importar milhões de negros da África, e que por esse motivo têm custado ao Brasil o arranque rumo à justiça social e económica. Em quase todas as cidades importantes do país existem favelas, habitações construídas sem regulamentação de urbanização federal, onde não existem condições de habitabilidade condigna para milhões de cidadãos brasileiros, que se encontram desempregados, sem meios de subsistência, sem saneamento básico, e onde possui terreno fértil para a proliferação da delinquência juvenil, da "vagabundice", da criminalidade (violenta ou não, porque os brancos ricos também são criminosos e violentos), da marginalidade, dos "falcões" e "líderes do negócio de drogas". Sabe-se que os verdadeiros líderes e os maiores beneficiários do negócio de estupefacientes são brancos, intelectuais, poderosos e políticos no Brasil.


Quanto ao que se publica em relação ao lado rico (a Zona Sul), belo, com gente "bela" (eurodescendentes feios e pálidos, sem constituição física atraente, apostando no corpo tradicional das negras), desenvolvido do Brasil, em que não se vêm negros, apenas brancóides, fazendo questão de reforçar esse preconceito através de telenovelas e postais turísticos para a Europa, não constitui uma farsa em si, mas sim uma estratégia da linha branca que teme a ameaça do potencial negro no "seu" Brasil. Em países como o Haiti, ou mesmo a Jamaica, onde existem calamidades ao nível social, política e económica, a decadência foi criteriosamente planeada pelas potências internacionais (de origem branca), com a ajuda de alguns negros gananciosos e ignorantes, que procuraram conflitos étnicos e de interesses para desgraçar toda uma Nação. Em África passa-se o mesmo, mas não significa que com a riqueza que possui não tem como executar um planeamento político, demográfico, social, económico e cultural para o seu povo. A forte dependência do homem negro em relação ao homem branco é que faz com que haja esse tipo de caminhar no passado e na miséria. O negro terá que procurar associar-se ao seu semelhante e lutar por um futuro que assegura a perpetuação da sua espécie, e não falar em mundo globalizado e tolerante, onde o branco lhe vai estabelecendo limites e cedências conforme o seu agrado, da mesma forma que o branco tem formado colónias por todo o mundo, respeitando, promovendo e propagando (independentemente do modo de "marketing" político e cultural) a sua raça e a cultura europeia.

No Brasil, a região mais à Sul do Brasil, povoada pela maioria branca, possui um investimento bastante considerável e que contribui em certa medida para a economia dos brasileiros, essa é uma constatação que não há como negar, até porque os que para lá imigraram (europeus nórdicos), encontraram uma sociedade que lhes proporcionou tudo de mão beijada, têm terra e muitos levaram alguma fortuna da Europa, para se estabelecerem num paraíso, com beleza sem igual que não têm nos seus países europeus. A camada desfavorecida e carenciada, composta essencialmente por negros e mulatos, não possui benefícios que os imigrantes ricos da linha teuto-brasileira têm no Brasil.


Apesar do APARTHEID "transparente", os negros e mulatos vão-se convencendo de que o racismo está abolido no país que posso considerar de terra maldita, solo bastardo que não lhes viu nascer, uma vez que serão para sempre filhos de África, quer queiram quer não! Alguns negros (seus descendentes e que tenham pelo menos uma gota de sangue negro) ingénuos clamam pelos quatro ventos que se vive num paraíso multirracial, que nenhuma sociedade possui tanta harmonia entre seres humanos de origens étnicas diferentes quanto o Brasil, onde que existe tolerância 100%... Para quem é minimamente inteligente, é de notar que esses negros brasileiros não querem admitir que o Estado eurobrasileiro tudo fez e faz de modo que persista a desigualdade social, racial e cultural.


As favelas, autênticas barracas ("bairros de lata") que albergam milhões de "desgraçados", "pobres", "pretos", "traficantes", "criminosos", "lixo", etc., são uma vergonha para os eurobrasileiros! De acordo com a imprensa branca, a polícia branca, o governo federal branco, todos os habitantes pobres das favelas são criminosos, assaltantes, assassinos, traficantes de estupefacientes (cocaína, "maconha" - ou lianba, "africanamente" -, "crack", heroína). Mas se perguntarmos aos governantes daquele país e os brancos, os tais teuto-brasileiros, se já se drogaram, a resposta é espantosa: "Já fumei todo o tipo de drogas...". Admira-se que afinal os que atribuem (teuto-brasileiros) o mal do Brasil aos negros são ou foram os maiores patrocinadores dos traficantes, o que lhes deu um grande poder em termos financeiros e de "armamentos militares" (por serem portadores de armas de elevado calibre, armas de guerra). Aonde que se pretende chegar, então? No fundo, criou-se o APARTHEID, de forma bem dissimulada (se compararmos com outros casos no mundo), abrindo caminho para originar o fosso económico que se observa actualmente numa sociedade aparentemente alegre e afável perante o mundo.



Se se avaliar alguns dos vários factores que contribuíram para a desestruturação social na camada negra (que foi e é bastante útil para a economia do Brasil) tais como a falta de pagamento salarial aos negros, por serviços prestados aos fazendeiros, e a não atribuição de lotes de terra para os mesmos se fixarem nas terras em que se encontravam, pode-se deduzir muito simplesmente pelo facto de aquando da "abolição da escravatura" (onde o Brasil foi o último país a fazê-lo, diga-se de passagem) os teuto-brasileiros, os eurodescendentes apoderaram-se de todo o bem acumulado e asfixiaram os ex-escravos que foram entregues à sua própria sorte. Muitos negros continuaram (e continuam) a ser escravizados pelos brancos, que estabeleceu regras no sistema de ensino, no acesso ao mercado de emprego, aos serviços públicos e meios (revistas, moda, história dos negros, cinema, televisão, etc.) que lhes proporcionariam uma projecção da imagem negra do brasileiro ao Brasil e ao mundo.



A homofobia forjada pelo sistema colonial eurobrasileiro e europeu contra a África e negros (uma coloração bela que toda a vida cobiçaram e procuram adquirir por bronzeamento e técnicas artificiais) é bem notória em todos os países do mundo, incluindo nos próprios africanos e apoiou em grande medida a degradação do homem negro, mesmo após a “liberdade”! Muitos preconceitos foram difundidos pelos eurobrasileros contra ex-colonizadores e de ambos contra negros. Por exemplo, o português (que também tem grupos de” skinheads” bastante significativo entre o seu povo) em certa altura era visto como o povo mais fedorento do mundo, por comer carne podre e tomar banho apenas uma vez por ano, justificando o facto de fazer mal à saúde se a frequência fosse muita. Os eurodescendentes, porém, na América, mudaram os seus hábitos higiénicos com os índios que sempre foram asseados e se banhavam diariamente. Mas isto, não passa de manobra de diversão se for feita uma comparação com a CONSPIRAÇÃO BRANCA contra NEGROS. Sempre que aparecer um Estado africano ou comunidade de maioria negra, com desenvolvimento acima da média, surgirão conflitos de ordem diversa, para desestabilizar a economia e criar o caos! A inveja contra negros, pela sua constituição física, pelo seu desempenho sexual (que é acima da média mundial), a sua resistência às muitas moléstias, o seu potencial no mundo dada a sua extrema capacidade de adaptação às adversidades climatéricas e sobrevivência em situações de calamidade natural, provoca essa onda de campanha HOSTIL ANTI-NEGRO.


Durante séculos, “cientistas” depravados e “viados” inventavam teorias que pudessem colocar o negro no escalão mais baixo em termos de inteligência, capacidade de socialização, etc., e ainda hoje, de forma desesperada, os “cientistas” brancos tendem a divulgar artigos focando a fraca capacidade de raciocínio por parte dos negros, estando os brancos no topo da classificação. Na política cínica dos europeus, euroamericanos, euroaustralianos, eurobrasileiros, não consiste o progresso de sociedades compostas por negros ou “derivados”. Dando um exemplo: quando se fala de apoio financeiro aos países africanos, com mesma densidade populacional até, o valor costuma a ser vergonhoso em comparação com o que é cedido, pela União Europeia ou Organizações de Nações Mais Ricas do Mundo, em nome da ajuda aos povos carenciados do mundo, a um país de comunidade branca. Os países mais ricos que viveram e continuam vivendo de matérias preciosas saqueadas por empresas privadas de povos brancos, prestam auxílio financeiro aos governos de países europeus pobres, num programa de combate ao incêndio, por exemplo, no mesmo valor que emprestariam à Angola, para combater a fome. É um absurdo!

Não se trata de apoio imparcial e sem pretensões! Para os negros, é muitíssimo grave! A sua extinção é eminente!

Nestas condições, o negro não tem ferramentas para competir em qualquer que seja a área, sem seguir a estrutura geopolítica criada pelos colonos e a posteriori pelos teuto-brasileiros, seguindo fielmente os seus ensejos e trilhando o caminho por estes traçado. A VIVA VOZ da África sente a dor e o sofrimento constante de homens e mulheres negros que se encontram em solos amaldiçoados. O Brasil é negro por possuir uma população maioritariamente negra, linda e bela, mas infelizmente, também, por pertencer ao grupo de países que discriminam, assassinam, torturam os negros, e possuem políticas de APARTHEID contra negros, seja ao nível infra-estrutural, social, financeiro ou político. Mas a minha intenção foi falar do contraste entre o Brasil NEGRO e os NEGROS! Há muito a fazer no mundo pelos NEGROS, de modo a que a sua raça possa ocupar um lugar de destaque, demonstrar o seu valor (não apenas na música e no desporto, como fazem crer os brancos), e defender as suas raízes ancestrais, abolindo tendências e influências nefastas que têm penetrado nas comunidades negras de todo o mundo.

Arizona, May 03
Iyemanja zuda non,
Jykiti Wakongo

Friday, May 02, 2008

SUDU

SUDU

O povo de São Tomé e Príncipe tem a fama de ser preguiçoso, de não trabalhar as suas glebas, de abandonar o Obo, deixando tarefas de esforço para os que têm vontade de trabalhar nas roças, que são poucos, e dirigirem-se para a cidade e periferias. Mas como o emprego disponível na cidade é de tipo serviços, na sua maioria, e destinado a indivíduos com alguma capacidade técnica e conhecimento académico básico, logo as probabilidades de empregabilidade são baixíssimas. E esses serviços são escassos para tantos candidatos, embora muitos desses apresentem habilitações abaixo da média, com enormes dificuldades de acesso às novas tecnologias. A grande parte dos que são admitidos não se sujeita a quaisquer testes de aptidão e são introduzidos em sectores de elevada responsabilidade por “cunhas”. Logo, não restam muitas alternativas aos que não se enquadram no “esquema” senão irem para as feiras.


Nas periferias da cidade de São Tomé, apesar do elevado número de desempregados entre os jovens, são considerados como problemas mais graves a falta de corrente eléctrica e, quase paralelamente, a falta de água potável. Até há bem pouco tempo, eram acrescidos de carência de transportes públicos e centros de saúde com técnicos especializados e medicamentos. Mas na realidade, o problema é ainda mais grave e se prende com o crescimento da população na cidade e consequente aumento de mão-de-obra em local sem preparação para a acolher (desemprego), conduzindo a uma frustração entre a camada juvenil e consequente marginalização.

Não existem fábricas, infra-estruturas e condições que propiciam a criação de emprego dentro da cidade nem nas periferias da mesma. A grande parte da necessidade da população foca-se em bens alimentares. A luta constante da maioria da população, que é constituída por jovens, é a busca do pão. A crise é tanta que, embora sabendo de as notícias tristes de fecho de centenas de fábricas e aumento vertiginoso de desemprego no exterior, a tendência para a imigração é manifestamente grande.

Enquanto não se produzir nas roças, em projectos geridos pelo Estado, não dando créditos financeiros aos pequenos “agricultores” que, após consumirem todo o capital, destroem todo o bem que encontraram nessas roças (como o corte indiscriminado de árvores), não haverá forma de suster a avalanche de procura de produtos alimentares no nosso país. Estamos à espera que se importe tudo! Até o sal para cozinha… algo que seria produzido por nós, sem grandes sacrifícios para o Estado. Se calhar, ironicamente, até compramos o sal produzido em países que não têm mar à sua volta!

Isto é incrível!


Como se sabe, no período colonial, os nossos antepassados viveram uma época de abundância. O alimento era produzido em grande quantidade em fazendas, pelos escravos, o número da população era ainda reduzido, sem contar que a ração para os escravos não era saudável, e importava-se muita coisa das outras ex-colónias que possuíam extensões gigantescas de terra fértil, com milhares de mão-de-obra escrava. Contudo, a população desprezava os produtos que se vendiam em lojas de brancos, por não haver necessidade e teriam que comprá-los. Até por que os foros eram, tradicionalmente, consumidores de fruta-pão, matabala e banana, não eram grandes apreciadores de feijão, arroz, farinha de milho. Apenas os assimilados que pretendiam viver como os colonos eram fiéis clientes, então esses produtos importados deterioravam-se em enorme quantidade, devido ao baixo consumo e eram deitados fora.


Hoje, os tempos são outros! O foro quase não vê banana, fruta-pão, matabala, etc., porque deixou de produzir! Todos aguardam pelo “milagre” vindo em navios, trazendo produtos de primeira necessidade, o que é lamentável, tratando-se de um país com elevado nível de pluviosidade. Um país como o nosso deveria produzir bens alimentares suficientes para o consumo interno e ainda para a exportação para países vizinhos, com enormes dificuldades de irrigação. Temos muitos rios e muitas ribeiras por onde a água corre durante todo o ano, entretanto, não haveria motivo para se precipitar numa aposta forte no domínio agrícola em São Tomé e Príncipe, como se tem constatado com as políticas do governo. A maior razão pela qual o nosso querido país se encontra sufocado e desesperado pela ajuda externa é a falta de trabalho humano, em locais onde se exige um desempenho sério e coordenado pelo Estado, de forma a rentabilizar um enorme grupo de jovens que vagabundeiam pela cidade, sem rumo nem beira, perdidos no tempo, aguardando a salvação do Senhor.


Pois bem, a comida não cai do céu! Sendo assim, a que tomar medidas. A sociedade deverá ser instruída a trabalhar para o seu bem-estar, e não julgar que o orçamento familiar dependerá da boa vontade de estrangeiros ou do que actualmente está muito na moda, que é a febre do petróleo. Salvo o erro, esta febre vem atingindo a população, tanto no interior do país como na diáspora, há mais de dez anos. Tendo tido lugar imensos encontros entre vários actores de ambas as partes (potenciais investidores e Estado são-tomense) em mesas de negociações, onde determinados políticos rubricaram documentos comprometedores. Os intervenientes no processo de negociação da prospecção do hidrocarboneto têm tirado partido de dividendos, em comissões, e os investimentos resultantes da fatia (daquilo que restou) que é divulgada aos meios de comunicação social são pouco esclarecidos pelo sector que controla o património do Estado, o Tribunal de Contas e pela Agência Nacional de Petróleo.


A corrida desenfreada ao enriquecimento fácil e apressado, fruto de pré-acordos com empresários estrangeiros, tem provocado um impasse técnico nos sucessivos governos (tendo sido divulgada uma notícia que referia uma alegada indemnização a ser paga pelo Estado à “Synergie” em cerca de 200 milhões de euros) e o país parece ter parado em todos os sentidos. Os mais chegados, directa ou indirectamente, aos louros dos hidrocarbonetos nesses últimos anos estão “hibernando” e vão discutindo esporadicamente quando acusados de desvios, corrupção e fraude, porém o grosso da população que é pobre, abandonou a produção nas roças, desceu para a capital e sentou-se à porta do palácio presidencial para reclamar a sua parte na “nova riqueza” da terra que lhe pertence. Como é peculiar do foro, o convite ao trabalho de mão limpa ou a uma reforma antecipada é o que lhe dá o maior dos prazeres. Não significa com isto, que outros povos também adorassem trabalhar! Não. No exterior, os brancos tendem a praticar o que se chama de “sorna” em pleno horário laboral, retomando somente perante a presença do patrão e após um café e uma cigarrada de 20 a 30 minutos.


Quando trabalhávamos para os colonos brancos, pensávamos que lhes devíamos a imolação em nome da Igreja, da “divindade”, do Senhor “Deus Pai”, para a “salvação” das nossas almas pecadoras. Se não trabalhássemos para “nós” (ou melhor, para o patrão opressor branco), que fosse para o bem do próximo. Isto é em tudo semelhante com a receita dada pelos sacerdotes em Igrejas, enviando mensagens de dúzias de rezas para as ovelhas do seu rebanho (tendo ou não confessado por pecados cometidos), de modo que elas rezassem por elas e também pelas almas de “pagãos”.


Nos dias de hoje, somos nós, os “patrões”! Não somos obrigados a trabalhar… (“o que muitos confundem com o conceito de democracia”) …e outros têm subtraído indevidamente o bem daquele que diariamente labuta para conseguir o sustento para a sua família. Toda a população quer ter uma vida facilitada, de boémia, sem suar nas suas roupas. Por isso, grande parte dela vem exercendo actividades ao nível de comércio ambulante. E quem não quer? O resultado é o que se conclui trivialmente. Todos não podem dedicar-se a uma mesma actividade. Se todos tentarem vender roupas importadas, como é que se processarão as trocas com outros bens igualmente essenciais para efeitos de ciclo natural de câmbio que envolve a vida numa sociedade? Numa economia mais básica, a posse de um produto para uma potencial troca com outro que se deseja adquirir é que significa a existência de mercado.


No cenário que temos neste momento, por causa da falta de outros canais de fornecimento de bens para efeitos de troca, torna-se impossível haver condições que sustentem uma economia auto-sustentável. As lacunas criadas em áreas de produção alimentar chave, tais como no sector agro-pecuário, pesqueiro e industrial, têm sufocado o desenvolvimento da sociedade. As consequências de carência de produtos básicos a preços acessíveis, sublinhando o factor troca de um bem por outro que não existe, provocam degradação física e até mental nos elementos da comunidade. A ausência de proteínas na alimentação das crianças, a subnutrição, por falta de alimentação saudável tem provocado enfraquecimento na saúde das mesmas tornando-as vulneráveis às doenças, desprovendo-as de defesas naturais a que o organismo humano produz.


Nesta ordem de ideias, aproveito para colocar uma questão pertinente. O que achou o governo que ganharia com a reforma de empresas agrícolas, privatizando-as, tendo em conta que possuíam a monocultura o cacau? Deve ter pensado que sendo privadas, a produção aumentaria… e depois, e outras culturas? Dada a escassez de produção e incompatibilidade salarial, muitos dos trabalhadores agrícolas foram forçados a abandonar as fazendas (empresas agrícolas do Estado) e dirigirem-se para a cidade em busca de melhores condições de vida. Afirmavam que a roça já não estava a “dar”!


Depois, surgiram rumores de que havia sido descoberto o “Ouro Negro” nos mares de São Tomé e Príncipe, que estavam todos ricos (dado o número de cidadãos versus volume de riqueza) e que não mais necessitariam de trabalhar ao longo das suas vidas. Mentira! Mas isto caiu que nem uma boa rumba nos ouvidos do foro. O facto de poder deixar o Obo com cobras e ir lá de vez em quando só para cortar uma pinha de banana, tirar uma cabeça de jaca, arrancar algumas matabalas à beira da estrada, deve ter-lhe dado uma alegria do tamanho do mundo. Desde antigamente que os foros deixavam as suas roças virarem Obo, cheias de relva alta, trepadeiras e impenetráveis, como se os respectivos donos tivessem falecido. Esses passam por lá, muito raramente, como se nada tivesse relacionado com eles, e quando vêm um vizinho seu (às vezes branco ou estrangeiro) a capinar e a plantar bananeiras, fazem troça do trabalhador, mas assim que o fruto do trabalho desenvolvido por este último estiver ao seu alcance (isto é, a banana já criada), sem o mínimo de escrúpulo o infiel estende a mão pedindo uma dúzia de banana para matar a sua fome.

Para que o foro possa deitar as mãos à obra e pegar na enxada, para produzir e deixar de se fechar em gabinetes a discutir assuntos supérfluos, deve-se dar um abanão. Sendo mais claro, a aplicação do “sudu” (estalo, bofetada) para despertar população para a dura realidade da vida. Ou seja, em foro: “Sela a da povo sudu pa e po sonbla y koda ni sono ku e sa ne!”.


W.C., May 01
J.Wakongo